Um segundo processo sigiloso está em andamento no Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. O ministro Jhonatan de Jesus é o responsável pela relatoria do caso, que foi instaurado em maio do ano passado, após uma representação do Ministério Público. Apesar de o BC ter solicitado acesso aos autos, seu pedido ainda não foi aceito, enquanto os advogados do Master estão formalmente constituídos como representantes no processo.
A investigação surgiu após indícios de possíveis omissões na fiscalização das operações do Banco Master, levantados pelo procurador do Ministério Público junto ao TCU. Enquanto o processo original foi arquivado em julho, ele foi reaberto em agosto com a inclusão de novos documentos, incluindo reportagens sobre o caso. Desde então, houve uma pausa nas movimentações até que novas representações legais fossem protocoladas, coincidentemente após a prisão do proprietário do banco e a sua liquidação pelo BC em novembro.
Recentemente, a confidencialidade do processo foi alterada para sigilosa, restringindo ainda mais o acesso a informações essenciais. O ministro Jhonatan de Jesus também deu início a um processo para investigar a possibilidade de precipitação na liquidação do banco, estabelecendo um prazo para que o BC respondesse a questionamentos relevantes. A situação continua a se desenvolver, com auditores do TCU programando diligências para apurar as ações do BC, o que poderá ter implicações significativas na supervisão das instituições financeiras no Brasil.

