TCU investiga prejuízos a aposentados da Infraero por ações do Banco BVA

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, em 21 de janeiro de 2026, a abertura de uma tomada de contas especial para investigar danos financeiros supostamente causados pelo Banco BVA e por ex-administradores da Infraprev à Infraero. O processo se originou de uma representação da Infraprev, que alegou irregularidades na aprovação de aportes financeiros realizados em 2010, que totalizaram R$ 20 milhões em dois Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).

As alegações da Infraprev surgem após a intervenção do Banco Central no BVA em 2012 e sua liquidação extrajudicial em 2013, devido a sérios problemas financeiros e violações normativas. A representação afirma que essa intervenção levou a perdas patrimoniais de até 100% nos fundos até março de 2017, uma vez que os ativos do banco se desvalorizaram drasticamente. A Infraprev critica a falta de uma análise criteriosa por parte de seus ex-administradores antes da realização do investimento.

No acórdão do TCU, relatado pelo ministro Walton Alencar, foi estipulado que os ex-administradores e a massa falida do BVA devem apresentar defesa em 15 dias e realizar a devolução dos valores perdidos. Este processo pode ter implicações significativas para a gestão da Infraprev e para os aposentados da Infraero, que dependem da solvência da entidade previdenciária.

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