O Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou a abertura de uma tomada de contas especial em 21 de janeiro de 2026, para investigar supostos danos financeiros à Infraero em decorrência de ações do Banco BVA e de ex-administradores da Infraprev. A investigação foi iniciada após a entidade de previdência complementar, que tem a Infraero como patrocinadora, apresentar uma representação alegando irregularidades em investimentos de R$ 20 milhões realizados em 2010 em fundos de investimento.
Os investimentos feitos pela Infraprev em dois Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) resultaram em perdas significativas, que chegaram a 100% até março de 2017, devido à intervenção do Banco Central no Banco BVA em 2012 e sua liquidação em 2013. O TCU destacou que os ex-administradores não tomaram as devidas precauções, como análises criteriosas antes de autorizar os aportes financeiros, o que agravou a situação.
Com a decisão, o TCU determinou que os ex-administradores da Infraprev e a massa falida do Banco BVA apresentem defesa no prazo de 15 dias e realizem a devolução dos valores perdidos. A investigação poderá ter implicações significativas para a gestão de fundos de previdência complementar e a responsabilidade de seus gestores, ressaltando a importância de uma supervisão rigorosa nas operações financeiras.

