Na última segunda-feira, 12, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, declarou que a fiscalização das ações do Banco Central será realizada com respeito à discricionariedade técnica da instituição. A afirmação foi feita após uma reunião com representantes do Banco, onde foi reforçada a competência do TCU para monitorar atos da autoridade monetária, tendo em vista a liquidação do Banco Master decretada pelo BC em novembro do ano passado.
Durante o encontro, que teve um tom amistoso e cooperativo, ficou claro que a inspeção do TCU seguirá os trâmites regimentais e o devido processo legal. Jhonatan de Jesus também mencionou que a própria autoridade monetária se mostrou aberta ao processo de fiscalização, o que evidencia um diálogo construtivo entre as instituições. Anteriormente, uma inspeção havia sido autorizada pelo ministro, mas foi posteriormente submetida à apreciação do plenário do TCU.
Com a expectativa de que a deliberação aconteça na próxima quarta-feira, 21, a fiscalização do TCU pode trazer implicações significativas para a transparência e a segurança jurídica nas decisões do Banco Central. Jhonatan de Jesus ressaltou que a colaboração entre o TCU e o BC fortalece a integridade das ações públicas, um aspecto vital para a estabilidade econômica do país.

