Uma tempestade de inverno, considerada potencialmente histórica, afetou 112 mil residências nos Estados Unidos, deixando muitas sem energia. Aproximadamente 140 milhões de cidadãos estão sob alerta, resultando em uma corrida para os supermercados em busca de suprimentos essenciais. Imagens de prateleiras vazias rapidamente se espalharam pelas redes sociais, refletindo a ansiedade crescente entre os consumidores.
Os especialistas em comportamento, como Hersh Shefrin, professor de finanças comportamentais, afirmam que a preparação para emergências é razoável, mas a compra por pânico ocorre quando a emoção supera a racionalidade. A influência do comportamento de outros consumidores também contribui para essa resposta emocional, levando a decisões impulsivas nas compras. A cobertura intensiva da mídia sobre a tempestade, com descrições de sua gravidade, intensifica a percepção de risco entre os cidadãos.
As implicações desse comportamento incluem a possibilidade de escassez real de produtos, caso a compra por pânico continue. Com experiências anteriores de compras em massa durante a pandemia de COVID-19 ainda frescas na memória, muitos consumidores sentem a necessidade de se proteger. Dessa forma, a linha entre a preparação sensata e a paranoia se torna cada vez mais tênue.

