Tesouro projeta pico de despesas com precatórios em 2028 no Brasil

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Tesouro Nacional estima que as despesas com precatórios fora da meta fiscal no Brasil vão atingir o pico de R$ 98,7 bilhões em 2028. Esse valor é um reflexo das dívidas dos governos decorrentes de decisões judiciais, com uma previsão de R$ 57,8 bilhões para o ano de 2026. A situação é resultado de uma emenda constitucional que retirou esses pagamentos do cálculo de resultado primário do governo, com progressiva inclusão a partir de 2027.

As projeções do Tesouro, apresentadas em sua 7ª Edição do Relatório de Projeções Fiscais, indicam que os pagamentos começarão a diminuir após 2028, prevendo R$ 91,3 bilhões em 2029 e R$ 85,1 bilhões em 2030. O relatório também destaca que a partir de 2027, os gastos com precatórios começarão a ser incorporados na meta fiscal de forma gradual, atingindo a totalidade em 2036. Essa mudança poderá impactar o cenário fiscal do país nos próximos anos.

Além das previsões sobre precatórios, o relatório indica que o resultado primário deve ser negativo em -0,2% do PIB para 2026 e 2027, com superávit somente a partir de 2028. A projeção de crescimento do PIB é de 2,7% ao ano, enquanto a expectativa é de uma redução gradual da Taxa Selic até 2031, refletindo um esforço do governo em estabilizar a economia.

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