Tetsuya Yamagami é condenado à prisão perpétua pelo assassinato de Shinzo Abe

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, Tetsuya Yamagami foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, ocorrido em julho de 2022 durante um comício em Nara. O crime, que surpreendeu o Japão devido à raridade de incidentes violentos no país, levou a um amplo debate sobre as conexões entre políticos e a Igreja da Unificação, uma seita cristã.

Yamagami, de 45 anos, confessou o assassinato, afirmando que sua motivação estava ligada ao profundo ressentimento que nutria em relação à seita, cujas práticas financeiras arruinaram sua família. A condenação não apenas revela as complexidades do caso, mas também resultou em investigações que expuseram vínculos entre a Igreja e membros do Partido Liberal Democrático, levando até à renúncia de ministros. Além disso, o assassinato gerou uma revisão das políticas de segurança no Japão, culminando em novas legislações sobre controle de armas.

As implicações do caso vão além da condenação de Yamagami, refletindo uma crise na confiança pública em instituições políticas e religiosas. A investigação continua a revelar as interações entre a seita e o governo japonês, enquanto a sociedade tenta lidar com as consequências de um crime que desafiou as normas de segurança do país. Com a possibilidade de liberdade condicional para Yamagami, a situação permanece em constante evolução, refletindo uma sociedade em busca de respostas e mudanças significativas.

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