O Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), criado para promover a defesa mútua entre os países das Américas, tem sido criticado por sua inatividade em situações de crise. Apesar de prever que um ataque a um membro seja considerado um ataque a todos, o tratado nunca foi acionado em momentos críticos, como durante a Guerra das Malvinas ou os atentados de 11 de setembro de 2001. Especialistas afirmam que a atual dinâmica geopolítica, marcada por novas propostas de defesa, torna o debate sobre o TIAR ainda mais relevante.
Segundo analistas, o TIAR foi concebido para proteger os estados americanos de ameaças externas, mas sua história revela que os principais conflitos na região têm sido de natureza interna. A falta de ação eficaz do TIAR contrasta com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que desenvolveu mecanismos robustos de cooperação e defesa mútua. O professor de direito internacional Bernardo Mageste Castelar Campos observa que a OTAN consolidou um nível de cooperação política e operacional que o TIAR não conseguiu alcançar ao longo de sua existência.
A ineficácia do TIAR levanta questionamentos sobre sua relevância na segurança regional da América do Sul. Especialistas sugerem que é crucial explorar alternativas de regionalismo em segurança que possam efetivamente responder às ameaças contemporâneas. O debate sobre o futuro do TIAR pode ser essencial para adaptar as estruturas de defesa das nações americanas às novas realidades geopolíticas.

