Em dezembro de 2025, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso efetuou pagamentos extras a 323 magistrados, somando um total de R$ 28.485.472,21. Os valores individuais variaram de R$ 1.097,49 a R$ 123.217,66, conforme dados divulgados pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado (Sinjusmat). A situação gerou preocupação e levou o sindicato a denunciar o tribunal ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O Sinjusmat alega falta de transparência na divulgação dos valores pagos e questiona um crédito suplementar de R$ 40 milhões, autorizado pelo governador do estado, que poderia facilitar novos pagamentos sem a devida clareza. A denúncia do sindicato também se baseia em um artigo do regimento interno do TJ-MT que estabelece critérios para o pagamento de valores a magistrados e servidores. Os desembargadores afastados também receberam pagamentos, o que gerou mais controvérsias.
Em resposta, o Tribunal de Justiça afirmou que os pagamentos são realizados de acordo com a legislação vigente e com a Constituição Federal, e que são submetidos a controles internos e externos. O CNJ agora enfrenta a solicitação do Sinjusmat de suspender os repasses a magistrados até que todas as informações sejam devidamente disponibilizadas, destacando a necessidade de maior transparência nas operações do Judiciário.

