Toffoli determina custódia de provas e gera alerta de peritos da PF

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que as evidências da operação Compliance Zero devem ser mantidas sob a custódia da Procuradoria Geral da República (PGR). Essa determinação, feita na última quarta-feira, levanta sérias preocupações entre peritos da Polícia Federal, que afirmam que a mudança poderá resultar na perda de vestígios cruciais para a investigação em andamento.

Os peritos da Polícia Federal expressaram em nota que a decisão de Toffoli pode comprometer a cadeia de custódia das provas, especialmente em relação a dispositivos eletrônicos. A postergação no envio das evidências e a realização de exames fora das unidades oficiais podem levar à perda de dados irrecuperáveis, como aqueles de aparelhos recentemente desbloqueados. Eles citam casos anteriores em que a validade das provas foi questionada devido a falhas no processo de custódia.

Além disso, a decisão de Toffoli de transferir a responsabilidade da custódia das provas para a PGR, sem um pedido formal do procurador-geral, Paulo Gonet, pode gerar controvérsias futuras sobre a integridade das evidências coletadas. A Polícia Federal, tradicionalmente encarregada de armazenar e analisar as provas, vê a mudança como um risco potencial que pode comprometer o andamento das investigações de fraudes associadas ao Banco Master.

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