O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que as provas da Operação Compliance Zero sejam mantidas sob custódia da Procuradoria Geral da República. Essa determinação gerou preocupação entre peritos da Polícia Federal, que alertaram para a possibilidade de perda de “vestígios relevantes” para a investigação, devido a riscos operacionais e técnicos envolvidos no processo de custódia.
Os peritos enfatizaram que a postergação do envio das provas ou a realização de exames fora das unidades oficiais pode resultar na perda de dados cruciais, especialmente em relação a dispositivos eletrônicos. Além disso, a decisão de Toffoli pode levar a questionamentos sobre a validade das provas, uma vez que o Ministério Público, responsável pela acusação, ficaria encarregado de sua custódia, ao invés da Polícia Federal, que tradicionalmente realiza essa função.
Com a apreensão de 39 celulares, 31 computadores e 30 armas durante a operação, a Polícia Federal expressou que a nova diretriz poderia causar danos aos equipamentos e perda de informações. A decisão de Toffoli, que ocorreu sem um pedido formal do procurador-geral, levanta preocupações sobre o impacto na investigação, que visa supostas fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

