O ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal, decidiu prorrogar em 60 dias as investigações sobre o Banco Master, atendendo a um pedido da Polícia Federal. A medida visa a aprofundar a apuração de possíveis irregularidades envolvendo executivos e investidores relacionados à instituição financeira, que foi liquidada extrajudicialmente em 2025 devido a problemas de solvência.
A prorrogação ocorre em um contexto onde a Polícia Federal deflagrou recentemente a segunda fase da operação, realizando buscas e apreensões em endereços ligados a figuras-chave do caso, incluindo o controlador do banco e seu cunhado, que estão no centro das investigações. Segundo a PF, as investigações buscam esclarecer práticas como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, o que torna a análise dos documentos coletados ainda mais essencial.
Com esse novo prazo, a Polícia Federal terá a oportunidade de concluir suas análises, reunir novos elementos de prova e traçar os fluxos financeiros suspeitos antes que o inquérito seja encerrado ou enviado ao Ministério Público. A extensão das investigações pode resultar em novos desdobramentos significativos no caso, refletindo preocupações mais amplas sobre a integridade do sistema financeiro.

