O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, requisitou à Procuradoria-Geral da República uma avaliação da apuração conduzida pela Polícia Federal sobre uma possível rede de influenciadores digitais. Essa rede teria sido responsável por ataques ao Banco Central, em um desdobramento do caso Master, que já está sob sua relatoria. A decisão sobre a continuidade do inquérito na Corte ou sua remessa para instâncias inferiores agora cabe à PGR.
A investigação da Polícia Federal examina a existência de uma estratégia coordenada de influenciadores, supostamente pagos, que disseminaram críticas à política monetária e à atuação do Banco Central. Revelações anteriores indicaram contratos de valores significativos, que previam cláusulas de sigilo para criar a aparência de mobilização espontânea. Os investigadores buscam identificar a origem do financiamento e a possível utilização de recursos públicos ou de grupos com interesses em desestabilizar a instituição.
Embora a apuração não questione a crítica política, garantida pela liberdade de expressão, foca na falta de transparência do financiamento e na possível organização de uma estrutura para desacreditar servidores públicos. Se comprovadas irregularidades, como o uso de recursos ilícitos ou atos de calúnia, os envolvidos poderão ser processados por associação criminosa. As implicações deste caso podem afetar não apenas os influenciadores, mas também a credibilidade das instituições envolvidas.

