Um trader conseguiu um lucro significativo de R$ 2 milhões ao apostar na queda de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, em uma plataforma de mercados de previsão chamada Polymarket. A aposta foi realizada no dia em que forças dos EUA capturaram Maduro em sua residência, o que surpreendeu muitos, dado que as probabilidades de sua prisão eram consideradas baixas. O trader investiu mais de US$ 30 mil na expectativa de que Maduro deixaria o poder até o final de janeiro de 2026.
A criação da conta na Polymarket e os lucros substanciais levantaram suspeitas sobre a possibilidade de uso de informação privilegiada. Especialistas apontam que, dada a natureza confidencial da operação que resultou na captura de Maduro, qualquer pessoa com informações privilegiadas estaria em altos cargos do governo ou nas forças armadas. Embora o uso de informação privilegiada seja proibido, a aplicação dessa regra nos mercados de previsão é frequentemente questionada, levantando preocupações éticas sobre a operação desses mercados.
As implicações desse caso são significativas, pois ressaltam a necessidade de uma regulamentação mais rigorosa para prevenir abusos nos mercados de previsão. A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) supervisiona esses mercados, mas a falta de proteções adequadas aos consumidores gera riscos. Este incidente também pode impulsionar um debate mais amplo sobre as regras que regem os mercados de previsão, especialmente em momentos de instabilidade política, como o que se observa na Venezuela atualmente.

