Tráfico no Rio se estrutura como corporação com 25 funções distintas

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Um recente levantamento do jornal O Globo revela que as facções de tráfico no Rio de Janeiro agora operam com uma estrutura organizacional semelhante à de grandes empresas, abrangendo até 25 funções diferentes. A pesquisa, realizada em parceria com a Delegacia de Repressão aos Entorpecentes e o Ministério Público do Estado do Rio, destacou a especialização de atividades, que incluem gerentes de logística, responsáveis por engenharia de barricadas e monitoramento por drones. Este fenômeno foi impulsionado, em parte, pela necessidade de se adaptar a um ambiente de segurança cada vez mais desafiador.

O estudo aponta que a transformação da dinâmica do tráfico, especialmente após a pandemia, levou facções como o Comando Vermelho a priorizar o controle territorial em vez da simples comercialização de drogas. Essa mudança estratégica resultou em uma nova geração de cargos, que inclui funções modernas e tecnológicas, refletindo um aumento na capacidade bélica e financeira das organizações criminosas. A pesquisa também revela que o tráfico agora gerencia atividades que vão além da venda de drogas, incorporando extorsões e eventos culturais, como bailes funk, em sua estrutura operacional.

As implicações dessa profissionalização são vastas, impactando diretamente a segurança pública e as políticas de combate ao tráfico na cidade. O delegado da DRE, Moysés Santana, enfatiza que a estrutura funcional das facções se tornou altamente segmentada e sofisticada, o que desafia as autoridades a desenvolverem estratégias mais efetivas de combate. À medida que o tráfico se torna mais organizado e integrado, a necessidade de uma resposta robusta e adaptativa por parte das agências de segurança se torna ainda mais urgente.

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