O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, tem afirmado que a Venezuela ‘roubou’ infraestrutura e ativos de empresas petrolíferas americanas, utilizando essa alegação como suporte para sanções e intervenções. Esses comentários reavivam um histórico complexo de quase um século entre o setor petrolífero venezuelano e as companhias norte-americanas, que começou com concessões e culminou na nacionalização da indústria em 1976.
A nacionalização buscou garantir que os lucros do petróleo beneficiassem a economia local, mas resultou em tensões e disputas legais com empresas como ExxonMobil e ConocoPhillips, que não aceitaram as mudanças. Apesar das alegações de Trump, especialistas jurídicos sustentam que a nacionalização é um exercício da soberania estatal, respaldada por leis e tratados internacionais, e não um ato de roubo. Essa interpretação desafia a narrativa simplista que vincula a situação a um suposto furto de ativos.
Com vastas reservas de petróleo, a Venezuela enfrenta uma crise de produção e sanções internacionais que afetam sua economia. Apesar da possibilidade de recuperação com um novo marco regulatório e investimento estrangeiro, a situação permanece delicada. A narrativa de Trump, embora popular entre seus apoiadores, é contestada por especialistas que ressaltam a importância da soberania sobre os recursos naturais, mesmo em meio a disputas comerciais.

