O presidente Donald Trump declarou nesta quinta-feira (29) que os jatos da Bombardier e outras aeronaves canadenses deixarão de ter certificação nos Estados Unidos, a menos que o Canadá aprove os modelos da Gulfstream. O anúncio foi feito em sua plataforma Truth Social, refletindo seu crescente conflito comercial com Ottawa. Além disso, Trump ameaçou com a imposição de uma tarifa de 50% sobre aviões canadenses vendidos para o mercado americano, caso a proibição da venda de produtos da Gulfstream persista.
Trump acusou o governo canadense de se recusar, de maneira ‘injustificável, ilegal e persistente’, a certificar os aviões Gulfstream 500, 600, 700 e 800. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, respondeu minimizando as ameaças de tarifas, considerando-as parte de uma estratégia de negociação comercial. Desde que assumiu o cargo, Carney tem tentado manter um relacionamento cordial com Trump, mas a retórica do presidente americano tem se tornado mais agressiva ultimamente.
As declarações de Trump geram preocupações sobre o futuro das relações comerciais entre os dois países, especialmente em um momento em que a indústria de aviação enfrenta desafios globais. A possibilidade de tarifas adicionais e a retirada de certificações podem impactar significativamente as operações da Bombardier e de outras empresas canadenses. A situação exige monitoramento cuidadoso, pois qualquer escalada pode afetar não apenas as economias envolvidas, mas também as cadeias de suprimento mais amplas na indústria aeronáutica.

