Trump apresenta Conselho de Paz em Davos, mas aliados se ausentam

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou seu Conselho de Paz no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, com a intenção de promover um cessar-fogo entre Israel e Hamas. Trump afirmou que ‘todos querem fazer parte’ do conselho, que ele acredita ter potencial para rivalizar com a ONU, embora muitos aliados dos Estados Unidos tenham optado por não participar do evento, evidenciando um desinteresse significativo. A cerimônia contou com a presença de líderes de 19 países, mas apenas 59 assinaram o conselho, gerando dúvidas sobre sua eficácia e credibilidade.

Durante seu discurso, Trump destacou a importância de uma abordagem global para a paz, ao mesmo tempo em que abordou a futura recuperação da Faixa de Gaza. No entanto, a ausência de figuras chave, como a Grã-Bretanha e a França, levanta questões sobre a legitimidade do conselho, especialmente em relação à inclusão de líderes considerados autoritários, como Putin. As preocupações foram reforçadas por declarações de líderes europeus que expressaram ceticismo sobre o papel da Rússia em questões de paz, particularmente no contexto da guerra na Ucrânia.

Os desdobramentos futuros do Conselho de Paz permanecem incertos, com Trump enfrentando a resistência de aliados tradicionais e a necessidade de formar uma coalizão mais ampla para abordar o conflito em Gaza. O presidente americano também sinalizou uma postura firme em relação ao Irã, enquanto promove discussões trilaterais envolvendo EUA, Rússia e Ucrânia. A eficácia do conselho e sua capacidade de influenciar a paz na região dependem da disposição dos países em se comprometerem e da aceitação de suas propostas.

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