Trump avalia ação militar no Irã amid protestos e mortes em massa

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Em 12 de janeiro, o Irã vivenciou manifestações massivas contra a crise econômica, resultando em centenas de mortes, conforme relatado por diversas fontes. A ONG Iran Human Rights confirmou pelo menos 192 óbitos, mas outras organizações, como a Organização dos Mudjahedines do Povo Iraniano, afirmam que o total pode ultrapassar 3 mil. Vídeos mostraram corpos acumulados em necrotérios, evidenciando a gravidade da situação.

Enquanto a crise interna se intensifica, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a possibilidade de ação militar contra o Irã. Em declaração à imprensa, Trump afirmou que está avaliando a situação com seriedade e que uma reunião está prevista com membros de sua equipe de segurança nacional. A tensão entre os dois países aumenta, especialmente após o pedido do governo iraniano por negociações, que Trump não descartou, mas deixou claro que ações poderiam ocorrer antes do encontro.

As autoridades iranianas reagem às ameaças de intervenção, alegando que os protestos foram manipulados para justificar ações externas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores enfatizou a importância da diplomacia, enquanto o vice-ministro afirmou que a violência foi utilizada como pretexto para a possível intervenção de Trump. A situação continua a evoluir, com o Irã prometendo restaurar o serviço de internet após um período de bloqueio.

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