Trump convida papa Leão XIV para integrar ‘Conselho de Paz’

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um convite ao papa Leão XIV para participar do controverso ‘Conselho de Paz’, destinado a gerenciar e reconstruir a Faixa de Gaza. A proposta foi anunciada em 21 de janeiro pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, que informou que a Santa Sé está considerando a proposta, embora a questão ainda não tenha uma resposta definitiva. A criação desse conselho, que também poderá atuar em outras regiões de conflito, levanta preocupações sobre possíveis implicações na governança global.

Críticos da iniciativa alertam que o ‘Conselho de Paz’ poderia ser uma tentativa de Trump de estabelecer uma nova estrutura de poder que desafie a autoridade das Nações Unidas. O convite foi estendido a vários líderes mundiais, com mais de 20 países já aceitando participar, incluindo nações alinhadas ao presidente americano, como Argentina, Israel e Hungria. No entanto, países como França, Noruega e Suécia optaram por não aderir, enquanto Brasil, China e Rússia demonstram cautela em relação à proposta.

A falta de clareza em relação aos objetivos do conselho e a possibilidade de Trump exercer um mandato vitalício à frente da organização, com a cobrança de uma cota de US$ 1 bilhão para assentos permanentes, intensificam as críticas. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa proposta, que pode redefinir as dinâmicas de poder e a abordagem a conflitos globais, especialmente no Oriente Médio. O envolvimento do Vaticano nesse processo poderá ter repercussões significativas nas relações diplomáticas e na legitimidade das iniciativas de paz futuras.

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