Trump defende controle dos EUA sobre a Groenlândia para conter Rússia e China

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Na última sexta-feira, 9 de janeiro, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos precisam assumir o controle da Groenlândia para evitar que a Rússia e a China expandam sua influência na ilha. Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump argumentou que, sem essa ação, os dois países poderiam se tornar vizinhos indesejados da América, uma vez que a Groenlândia é um território autônomo do Reino da Dinamarca.

Trump destacou que, apesar da presença militar dos EUA na Groenlândia desde um acordo de 1951, essa situação não é suficiente para garantir a defesa do território. O presidente mencionou discussões em andamento sobre possíveis estratégias para fortalecer o controle dos EUA sobre a Groenlândia, incluindo a utilização de recursos militares e compensações financeiras para a população local, como forma de incentivá-los a se desvincular da Dinamarca.

As declarações de Trump geraram reações de desprezo por parte de líderes europeus, especialmente na Dinamarca, que reafirmaram que apenas a Groenlândia e a Dinamarca têm o direito de decidir sobre suas próprias relações. Em um comunicado conjunto, países como França, Alemanha e Reino Unido enfatizaram a autonomia da Groenlândia, destacando a importância de respeitar sua decisão sobre questões de soberania.

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