Trump exige negociações para compra da Groenlândia em discurso em Davos

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Durante um discurso em Davos, na Suíça, em 21 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não recorrerá à força para tomar a Groenlândia, mas exigiu ‘negociações imediatas’ para a compra do território dinamarquês. Ele argumentou que a Groenlândia, rica em recursos minerais, é ‘vital’ para a segurança dos EUA e da Otan, especialmente diante das crescentes tensões com a China e a Rússia no Ártico.

As declarações de Trump geraram reações significativas entre os líderes europeus, que expressaram preocupação com as implicações de suas ambições. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca considerou positivo o fato de Trump ter descartado o uso da força, embora as tensões permaneçam. Além disso, a Dinamarca mobilizou unidades de elite e a França solicitou um exercício militar da Otan na Groenlândia, evidenciando a seriedade da situação.

O discurso de Trump também incluiu menções à Venezuela e ameaças tarifárias a países europeus que apoiam a Dinamarca. A presidente da Comissão Europeia e o secretário-geral da Otan defenderam uma abordagem diplomática para lidar com as tensões. Com a situação se desenrolando, a comunidade internacional observa atentamente as futuras ações do governo dos EUA em relação à Groenlândia e suas repercussões nas relações transatlânticas.

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