O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação da Board of Peace durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, prometendo um futuro melhor para Gaza. No entanto, críticos apontam que a iniciativa reflete mais os interesses pessoais de Trump do que uma verdadeira preocupação com a paz ou a legalidade internacional. O logotipo da entidade, que exibe o globo terrestre em ouro, simboliza o projeto como uma extensão do ego presidencial.
A carta de fundação da Board of Peace revela que Trump será o presidente da entidade indefinidamente, podendo escolher seu sucessor e definir a agenda. Essa concentração de poder levanta preocupações sobre a legitimidade e a eficácia do conselho, que parece desviar-se dos princípios do multilateralismo. Além disso, a imposição de uma taxa exorbitante de um bilhão de dólares para a adesão permanente provoca questionamentos sobre a verdadeira intenção da criação.
As implicações dessa estrutura centralizada podem ser significativas, uma vez que a Board of Peace pode enfraquecer a autoridade de organizações internacionais como a ONU. O controle absoluto de Trump sobre o conselho sugere uma abordagem unilateral para questões globais, potencialmente prejudicando esforços colaborativos no futuro. Observadores internacionais permanecerão atentos às consequências dessa nova entidade e suas repercussões no cenário diplomático global.

