Na quinta-feira, 8 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as forças americanas iniciarão operações terrestres no México, visando cartéis de drogas. A declaração foi feita após meses de ataques navais no Caribe e no Pacífico contra embarcações identificadas como narcotraficantes. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou objeção contundente a essa medida, ressaltando que qualquer ação militar sem autorização do governo mexicano violaria a soberania nacional.
As operações planejadas por Trump surgem em meio a uma crescente preocupação com o tráfico de drogas, especialmente com o aumento das overdoses por fentanil nos Estados Unidos, que causaram mais de 100 mil mortes anuais desde 2021. Os cartéis mexicanos, como o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nova Geração, têm um papel central na produção e distribuição dessa substância. A presidente Sheinbaum, ao rejeitar a presença militar americana, argumenta que as Américas não pertencem a nenhuma nação em particular, reiterando a necessidade de respeitar a soberania do México.
A proposta de Trump pode desencadear uma crise diplomática significativa, elevando as tensões entre os dois países. A falta de clareza sobre a possível autorização do Congresso para essas operações também gera incertezas sobre a legitimidade das ações militares. Se forem implementadas, as operações terrestres representarão uma expansão sem precedentes da presença militar dos EUA na América Latina, afetando não apenas os cartéis, mas também as relações de longo prazo entre os países envolvidos.

