UE e Itália condenam repressão no Irã e anunciam novas sanções

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Na terça-feira, 13 de janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou que a União Europeia planeja impor novas sanções ao Irã devido à repressão violenta contra manifestantes. O anúncio ocorre em um contexto de crescente violência, com um número alarmante de vítimas que já alcança cerca de 12 mil, segundo informações de grupos opositores. Von der Leyen condenou claramente o uso excessivo da força e reiterou o apoio ao povo iraniano em sua luta por liberdade.

Além das sanções, a UE já havia incluído o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica em sua lista de restrições devido a violações de direitos humanos. A alta representante para a Política Externa, Kaja Kallas, também está coordenando a elaboração de novas medidas que visam responsabilizar os perpetradores da repressão. A postura da União Europeia reflete uma ampla preocupação com a situação dos direitos humanos no Irã, onde a população manifesta seu descontentamento com o regime teocrático desde a Revolução Islâmica de 1979.

Em Roma, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, reforçou a posição da UE, afirmando que o diálogo com Teerã não deve implicar aceitação da violência. Ele destacou que a liberdade é um valor fundamental e que a luta atual do povo iraniano, que enfrenta violência e repressão, é inaceitável. Tajani expressou a esperança de que o Irã cesse a pena de morte contra opositores políticos e inicie um processo de transição pacífica em direção à liberdade e ao Estado de direito.

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