Em 6 de janeiro de 2026, a União Europeia declarou que continuará a manter relações com a Venezuela, mesmo sem reconhecer a legitimidade do presidente Nicolás Maduro. A porta-voz da Comissão Europeia, Anitta Hipper, afirmou que o diálogo com as autoridades venezuelanas é fundamental para salvaguardar os interesses do bloco europeu.
Hipper destacou que as autoridades atuais derivam de um processo eleitoral que não respeitou a vontade popular, referindo-se ao governo de Maduro, que se estende desde 2013. Ela ressaltou a necessidade de um diálogo inclusivo que promova uma transição democrática, envolvendo todos os atores comprometidos com a democracia, incluindo a oposição.
A recente captura de Maduro pelos Estados Unidos e a ascensão de sua vice, Delcy Rodríguez, como presidente interina, agravam ainda mais as tensões políticas no país. A UE, junto com a Espanha, Brasil e Colômbia, não reconhece a reeleição de Maduro, o que indica um cenário instável e desafiador para o futuro político da Venezuela.

