Em 9 de janeiro de 2026, os países da União Europeia aprovaram um acordo com o Mercosul, marcando um marco após mais de 25 anos de negociações. A aprovação se deu em uma reunião de embaixadores em Bruxelas, onde 27 Estados-membros alcançaram uma maioria qualificada, apesar da resistência de nações como França e Polônia. O acordo ainda depende da ratificação pelo Parlamento Europeu, que deve se pronunciar nas próximas semanas.
O pacto prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores. A Comissão Europeia, que lidera as negociações desde 1999, destacou que o acordo inclui cláusulas para proteger o setor agrícola da UE, que teme a concorrência de produtos sul-americanos. As preocupações sobre o impacto de carnes e grãos provenientes do Mercosul geraram protestos entre agricultores em vários países europeus, enfatizando a divisão de opiniões sobre os benefícios do acordo.
Com a assinatura prevista em Assunção, Paraguai, na próxima segunda-feira, a entrada em vigor do acordo ainda não é garantida. A incerteza sobre a ratificação pelo Parlamento Europeu, onde cerca de 150 eurodeputados ameaçam recorrer à Justiça, adiciona um fator de complexidade. O desfecho dessas negociações poderá redefinir as relações comerciais entre a Europa e a América do Sul, especialmente em um contexto de crescente concorrência global.

