A União Europeia (UE) está disposta a implementar um acordo de livre comércio com o Mercosul de forma provisória. A declaração foi feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante uma cúpula em Bruxelas, enquanto o parlamento europeu adiou a ratificação do pacto para revisão legal. O avanço na implementação dependerá da ratificação inicial por pelo menos um país do Mercosul.
A proposta do acordo visa eliminar gradualmente mais de 90% das tarifas sobre produtos, beneficiando uma ampla gama de setores, de carnes argentinas a carros alemães. Apesar do apoio de países da América do Sul e interesses industriais europeus, a França, o maior produtor agrícola da Europa, pressiona por proteções adicionais para seus agricultores, o que pode complicar a aceitação do acordo. O chanceler alemão, Friedrich Merz, criticou o adiamento da votação da ratificação, pedindo que o acordo seja aplicado provisoriamente.
O acordo é considerado essencial para a estratégia da UE de diversificar suas relações comerciais, especialmente em um contexto de crescente tensão com os Estados Unidos. No Mercosul, composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, a ratificação é amplamente apoiada. O futuro do pacto, no entanto, permanece incerto, dependendo da resposta do parlamento europeu e do impacto das pressões internas na França.

