A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) anunciou na quarta-feira (7) a demissão de 571 funcionários que haviam deixado Gaza. A medida foi resultado de uma crise financeira severa, que forçou a agência a reduzir custos em meio a um cenário de doações em declínio e críticas crescentes. Os funcionários, que já estavam fora da região, foram notificados sobre o desligamento imediato na terça-feira anterior.
A UNRWA, que atua há mais de sete décadas auxiliando refugiados palestinos em Gaza, Cisjordânia, Líbano, Jordânia e Síria, enfrenta um déficit alarmante. Para 2025, a agência estimou custos de cerca de 880 milhões de dólares, mas recebeu apenas 570 milhões em contribuições. A deterioração das condições financeiras tem sido exacerbada por campanhas de difamação e a proibição de operações em Israel, onde a agência é acusada de conivência com o Hamas.
Com mais de 300 funcionários mortos desde o início do conflito atual, a UNRWA ainda mantém cerca de 12 mil trabalhadores em solo palestino. A situação financeira crítica e a pressão política podem comprometer ainda mais a capacidade da agência de fornecer assistência essencial. Enquanto isso, a expectativa é de um déficit substancial em 2026, o que poderá agravar a crise humanitária na região.

