A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, é alvo de uma moção de desconfiança no Parlamento da União Europeia, em decorrência do acordo de livre comércio com o Mercosul, que será assinado em 17 de janeiro no Paraguai. A iniciativa é de autoria do eurodeputado francês Thierry Mariani, do grupo Patriotas pela Europa, e conta com 104 assinaturas, refletindo preocupações sobre a segurança alimentar na Europa.
Os críticos do acordo argumentam que ele compromete a soberania europeia ao permitir a entrada de produtos que não atendem às normas ambientais e de saúde da UE. Além disso, destacam que a Comissão Europeia tem evitado a supervisão democrática ao fragmentar o acordo em dois instrumentos jurídicos, contornando os procedimentos de ratificação nos Estados-membros. O debate sobre a moção está agendado para 19 de janeiro, com votação prevista para 22 de janeiro.
Caso a moção seja aprovada, ela exigirá o apoio de dois terços dos parlamentares, uma tarefa difícil, uma vez que tentativas anteriores de destituir Von der Leyen foram rejeitadas por ampla maioria. O acordo com o Mercosul, que busca garantir condições justas para os produtores europeus, foi aprovado na semana passada, apesar da oposição de vários países, que temem impactos negativos no setor agropecuário da UE.

