Resultados de um estudo de fase 2 indicam que uma vacina experimental contra o melanoma, a forma mais agressiva de câncer de pele, pode reduzir em até 49% o risco de recorrência ou morte pela doença. A pesquisa acompanhou 157 pacientes com melanoma em estágio 3 ou 4, que receberam a vacina baseada em mRNA, chamada intismeran, em conjunto com o medicamento pembrolizumabe. O estudo, ainda não publicado em revista científica, foi patrocinado pelas farmacêuticas Moderna e Merck.
Os especialistas destacam que, apesar dos resultados promissores, esses dados ainda são preliminares. Segundo o oncologista cofundador do Instituto Vencer o Câncer, vacinas terapêuticas não são uma novidade, mas a eficácia em aumentar a sobrevida global após o melanoma ainda necessita de comprovação. O recrutamento para um estudo de fase 3 já foi concluído, com outros ensaios em andamento para avaliar a eficácia do imunizante em diferentes tipos de câncer.
O melanoma, uma forma rara e agressiva de câncer de pele, pode surgir em qualquer parte do corpo e apresenta alta possibilidade de metástase. Para a detecção precoce da doença, é importante seguir as orientações do Ministério da Saúde, que inclui a avaliação de características como assimetria e bordas irregulares em manchas na pele. A prevenção envolve cuidados desde a infância, como o uso regular de protetor solar, para evitar danos cumulativos pela radiação ultravioleta.

