Um estudo recente da XP Research, apresentado no programa Liga de FIIs, concluiu que a valorização dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) está mais atrelada às taxas de juros de longo prazo do que à Selic. O analista Marx Gonçalves explicou que essa correlação negativa com os juros se intensifica conforme o prazo das taxas observadas. Assim, enquanto o CDI apresenta uma relação quase neutra com o IFIX, as taxas prefixadas de prazos mais longos demonstram um impacto significativo na precificação dos fundos.
Gonçalves salientou que historicamente, os melhores momentos de valorização dos FIIs não ocorrem necessariamente com os cortes da Selic, mas sim quando as expectativas sobre os juros futuros começam a mudar. Essa antecipação do mercado sobre as decisões do Banco Central, segundo ele, é um fator crucial que influencia a cotação dos fundos. Atualmente, as taxas prefixadas de três anos giram em torno de 15,9% ao ano, mesmo com a Selic em alta, e o fechamento da curva de juros futuros é um indício de valorização esperada para os fundos imobiliários.
O cenário macroeconômico continua dinâmico, e a XP estima que os cortes na Selic devem começar em março de 2026, com reduções graduais. Gonçalves enfatizou que se o mercado reprecificar os juros futuros para baixo, isso poderá trazer novas oportunidades de valorização para os FIIs. Assim, o acompanhamento atento das expectativas de juros é essencial para investidores que buscam maximizar seus retornos nesse segmento.

