Varejo paulista enfrenta escassez de mercadorias apesar de melhora nos estoques

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

As empresas do comércio varejista de São Paulo relataram uma melhora nos níveis de estoque em janeiro, em comparação a dezembro, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No entanto, pela primeira vez desde 2011, o número de companhias com estoques abaixo do adequado superou as que possuem excesso de produtos. Essa mudança de cenário é preocupante para o setor varejista, que pode enfrentar desafios adicionais na fidelização de clientes.

O Índice de Estoques subiu 2,1% em janeiro, atingindo 111,4 pontos, mas a porcentagem de empresas com estoques insuficientes alcançou 23,2%, um recorde histórico. Em contraste, apenas 20,9% das empresas relataram ter estoques excessivos, evidenciando uma pressão crescente sobre os varejistas para manter a disponibilidade de produtos. A situação se agrava ainda mais, pois muitas dessas empresas enfrentam dificuldades em obter crédito e capital de giro, essenciais para a operação.

Diante desse cenário, a FecomercioSP alerta que a falta de mercadorias pode resultar na perda de clientes, que, ao não encontrarem os produtos desejados, podem optar por comprar em concorrentes. Enquanto pequenas empresas mostram um leve aumento na adequação de estoques, as grandes companhias também registraram melhorias, mas a saturação no fornecimento ainda é uma preocupação a ser monitorada. O futuro do varejo paulista dependerá, portanto, de uma recuperação na disponibilidade de produtos e na confiança do consumidor.

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