Em 29 de janeiro de 2026, o Parlamento da Venezuela sancionou uma reforma significativa na lei de hidrocarbonetos, permitindo a participação de empresas privadas na indústria do petróleo. Essa medida foi acompanhada pela emissão de uma licença geral pelos Estados Unidos, que facilita a operação de empresas americanas em território venezuelano, especialmente em relação à estatal PDVSA, que agora pode extrair e comercializar petróleo com menos restrições.
A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, foi uma das principais responsáveis pela proposta da reforma, que visa modernizar a indústria petrolífera e atrair investimentos que estavam em baixa devido às sanções anteriores. A nova legislação estabelece um teto de royalties de 30% e permite que o governo defina percentuais de acordo com as necessidades de cada projeto, oferecendo maior flexibilidade e segurança para os investidores.
As consequências desta reforma podem ser profundas, uma vez que ela não apenas altera a dinâmica do setor petrolífero na Venezuela, mas também representa um esforço do governo para restaurar a confiança das empresas internacionais. Com a flexibilização das sanções, o governo espera que grandes corporações petrolíferas americanas reconsiderem suas decisões de investimento, potencialmente revitalizando uma indústria que enfrenta desafios significativos.

