Venezuela decide libertar prisioneiros como gesto de paz

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

O governo da Venezuela comunicou que planeja libertar um número significativo de prisioneiros, tanto estrangeiros quanto venezuelanos, nas próximas horas. A declaração foi feita pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 7. Segundo Rodríguez, essa decisão é unilateral e não reflete um acordo com terceiros, mas sim um gesto do governo em busca de paz.

Rodríguez destacou que a soltura atende a uma demanda da oposição, vindo após uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. Ele também agradeceu ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, pelo apoio ao povo venezuelano. Apesar das menções, não está claro o papel direto desses líderes no processo de libertação.

Essa ação marca um ponto de inflexão sob a administração interina de Delcy Rodríguez e ocorre em um ambiente de estado de emergência na Venezuela. Com a repressão intensificada após a operação militar, a libertação de prisioneiros pode ser vista como uma tentativa de aliviar tensões internas e internacionais. Atualmente, há 806 presos políticos no país, refletindo uma redução em relação aos anos anteriores, mas ainda em um cenário de repressão crescente.

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