Venezuela: Governo interino reafirma apoio a Maduro após prisão

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

O governo interino da Venezuela, sob a liderança do ministro do Interior, Diosdado Cabello, declarou apoio incondicional ao presidente Nicolás Maduro, que foi preso em Nova York no dia 3 de janeiro de 2026, sob acusações de tráfico de drogas. A detenção, considerada por muitos como um sequestro, desencadeou um clima de incerteza na nação sul-americana, rica em petróleo, e levantou preocupações sobre a estabilidade do país diante da intervenção dos Estados Unidos.

Enquanto autoridades venezuelanas afirmam manter controle sobre a situação, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, denunciou a operação americana, que resultou em mortes de civis e soldados, caracterizando-a como um ataque à soberania da Venezuela. A vice-presidente Delcy Rodríguez, que também ministra o Petróleo, assumiu um papel de liderança interina, embora tenha reafirmado a continuidade de Maduro como presidente. No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, expressou intenção de controlar a Venezuela, intensificando as tensões entre os dois países.

As implicações dessa crise são profundas, com a economia venezuelana já fragilizada e um êxodo em massa de cidadãos em busca de melhores condições de vida. A relação entre os EUA e a Venezuela está se deteriorando, com Washington buscando controlar recursos naturais e o setor petrolífero do país. A situação permanece volátil, e as reações internacionais podem moldar o futuro da Venezuela e a sua política interna nos próximos meses.

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