O governo da Venezuela intensificou suas ações repressivas após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, estabelecendo um estado de emergência em Caracas. Milícias armadas agora patrulham a cidade, e jornalistas enfrentam detenções, enquanto o novo governo proíbe manifestações em apoio à operação americana, reforçando um clima de medo e insegurança.
A ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, agora presidente interina, busca consolidar sua posição com o apoio das Forças Armadas, que reafirmaram lealdade ao novo regime. A repressão inclui a detenção de jornalistas e a restrição de liberdades civis, com um decreto que permite a prisão de quem apoiar a ação dos EUA. As organizações de direitos humanos relatam um aumento nas abordagens arbitrárias e a revistagem de celulares em busca de provas de apoio à oposição.
A ONU manifestou preocupação com a escalada da repressão e alertou sobre possíveis violações sistemáticas de direitos humanos. Enquanto isso, analistas indicam que a Venezuela pode estar entrando em uma nova fase de autoritarismo sob a liderança de Rodríguez, questionando se a transição política resultará em mudanças significativas ou apenas em uma troca de figuras no poder. O cenário atual sugere uma continuidade das estruturas repressivas que caracterizam o regime há mais de duas décadas.

