A Venezuela está em processo de identificação de ‘restos humanos’ resultantes do bombardeio realizado pelas forças dos Estados Unidos na madrugada de 3 de janeiro, que culminou na queda do presidente Nicolás Maduro. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, divulgou a informação em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 13, ressaltando a gravidade do ataque que deixou um balanço oficial de pelo menos 100 mortos, entre os quais estavam 55 membros da segurança de Maduro, incluindo 32 cubanos.
Durante a coletiva, Cabello descreveu a brutalidade do ataque, que causou explosões tão intensas que dificultaram a identificação das vítimas. O ministro afirmou que a polícia científica e a medicina forense estão realizando estudos de DNA para analisar os fragmentos encontrados. Ele enfatizou que o ataque foi um ‘ultraje completo’ contra o povo venezuelano, que, segundo ele, ‘morreu sem perceber’ o que estava acontecendo enquanto dormia.
Apesar da tragédia, Cabello afirmou que a situação em Caracas se estabilizou rapidamente após o incidente, com o país retornando a uma rotina de calma e paz. Ele comentou que as filas que surgiram inicialmente em supermercados e postos de gasolina desapareceram, indicando uma normalização da vida diária na Venezuela. O governo, portanto, busca seguir em frente diante dos desdobramentos da operação militar americana e suas consequências.

