O presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, a libertação de um número significativo de presos políticos, incluindo tanto venezuelanos quanto estrangeiros. Este gesto foi descrito como uma iniciativa para consolidar a paz e a convivência pacífica no país, em meio a um contexto de pressão internacional e de organizações de direitos humanos. O anúncio ocorreu após a captura do presidente Nicolás Maduro, o que gerou uma expectativa de mudanças na política interna do país.
Rodríguez enfatizou que o processo de libertação está em andamento e agradeceu a figuras internacionais, como o ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele destacou que essas libertações são um gesto unilateral do governo, sem diálogo com setores da oposição, que ele considera extremistas. A liberdade dos presos políticos é vista como uma tentativa do governo bolivariano de buscar um ambiente mais pacífico dentro do país.
As libertações ocorrem em um contexto tenso, com a ONG Foro Penal relatando a existência de 863 presos políticos na Venezuela, o que inclui 86 estrangeiros. A declaração de Rodríguez busca mostrar uma intenção de paz por parte do governo, enquanto a pressão por mudanças e a liberação de detentos se intensifica. O desdobramento desse gesto pode influenciar futuras negociações e a dinâmica política na Venezuela, especialmente em relação às relações exteriores e à resposta da comunidade internacional.

