Vítimas de Michael Jackson pedem R$ 1 bi em indenização contra espólio

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Supostas vítimas de abuso sexual que envolvem o nome do cantor Michael Jackson entraram com um pedido de indenização de US$ 200 milhões, equivalente a cerca de R$ 1,8 bilhão, contra o espólio do artista. O processo foi protocolado em 15 de janeiro de 2026, sendo liderado por Frank Cascio e seus irmãos, que alegam terem sido coagidos a aceitar um acordo em 2020. A defesa do espólio, por sua vez, classifica a ação como uma tentativa de extorsão, o que intensifica o conflito legal em torno do legado do cantor.

O caso envolvendo a família Cascio destaca a complexidade das relações entre os acusadores e o espólio de Jackson. Durante a audiência, os advogados das supostas vítimas afirmaram que os danos psicológicos causados pelos abusos continuam a impactar a vida de seus clientes, enquanto a defesa do espólio insiste que as alegações são infundadas. O advogado dos Cascio, Howard King, revelou que entrevistou os irmãos e coletou mais de dez horas de depoimentos, buscando fundamentar a alegação de danos emocionais persistentes.

As implicações desse processo podem ser significativas para o espólio de Michael Jackson, especialmente após a recente venda de 50% de seu catálogo musical. O acordo confidencial firmado em 2020, que incluía cláusulas de pagamento parcelado, pode ser questionado, uma vez que o caso voltou à tona após a exibição do documentário sobre os abusos. Assim, a disputa não apenas envolve questões financeiras, mas também o impacto sobre a reputação e o legado do cantor, refletindo a contínua controvérsia em torno de sua vida pessoal e profissional.

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