Os países do Golfo, além de Turquia e Paquistão, manifestam preocupação com as possíveis repercussões de um ataque dos Estados Unidos ao Irã. Essa situação poderia resultar em uma onda migratória significativa, uma crise no setor petrolífero e um aumento da violência na região. Nações como Arábia Saudita, Catar e Omã já alertaram sobre os riscos envolvidos, enfatizando a necessidade de cautela por parte da administração americana.
As preocupações são fundamentadas na vulnerabilidade das infraestruturas vitais dos países do Golfo, que poderiam ser alvos de retaliações iranianas. Com mísseis com alcance suficiente para atingir usinas de dessalinização e centros de energia, os países da região estão cientes de que uma escalada de conflitos poderia torná-los inabitáveis. A crise no petróleo, que poderia ocorrer em caso de bloqueios no estreito de Ormuz, também torna a situação ainda mais crítica, complicando as ambições políticas locais.
A possibilidade de um Irã em desordem, potencialmente mergulhado em uma guerra civil, levanta preocupações sobre ondas migratórias massivas, similar ao que ocorreu na Síria. Especialistas destacam que a instabilidade no Irã poderia afetar diretamente a Turquia e outros vizinhos, cujas fronteiras já são desafiadas por questões de segurança. Assim, um ataque americano não só ameaçaria o equilíbrio regional, mas também colocaria em risco a segurança de países como Paquistão e Turquia, que pedem por um Irã estável.

