Desde o lançamento do programa Voa Brasil, voltado para oferecer passagens aéreas a preços acessíveis para aposentados do INSS, menos de 2% das passagens disponíveis foram reservadas. Em 17 meses, apenas 52.132 bilhetes foram comprados, com o melhor desempenho registrado em janeiro de 2025, quando 5.308 passagens foram reservadas. O programa disponibiliza três milhões de assentos, mas a adesão tem sido aquém do esperado.
A falta de um painel público para consulta sobre as reservas e a não realização da segunda fase do programa, que deveria incluir alunos de programas educacionais, geram dúvidas sobre a eficácia do Voa Brasil. A Anac indicou que quase 30 milhões de assentos ficaram ociosos em voos nacionais durante o período, sugerindo que a capacidade disponível não foi devidamente aproveitada. A estrutura do programa, que envolve parcerias com companhias aéreas, parece não ter sido suficiente para atrair os aposentados para a iniciativa.
As implicações desse cenário podem afetar a continuidade e a expansão do programa. Especialistas questionam se a baixa adesão se deve a falhas na divulgação ou na oferta das passagens. Com o objetivo de promover viagens aéreas a preços acessíveis, o Voa Brasil enfrenta desafios significativos para alcançar seu público-alvo e cumprir sua proposta inicial.

