Na sexta-feira, 16 de janeiro, um voo com 231 venezuelanos deportados pelos Estados Unidos aterrissou no aeroporto de Caracas. Este é o primeiro voo desde a operação militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em janeiro. Os dois enfrentam acusações de tráfico de drogas nos EUA, o que intensificou as tensões entre os países.
A aeronave, que partiu de Phoenix, Arizona, pousou em Maiquetía por volta das 10h30, horário local. Este voo representa uma continuidade do programa de repatriação, que se manteve ativo mesmo em meio à crise política que envolve a Venezuela e os Estados Unidos. Embora as deportações tenham sido interrompidas temporariamente, a operação foi retomada, demonstrando a complexidade das relações bilaterais.
O retorno dos deportados ocorre em um contexto de crescente mobilização militar por parte dos EUA na região. A Venezuela já havia denunciado a suspensão unilateral de voos de deportação por parte dos americanos, o que evidencia a fragilidade das negociações entre os dois países. Essa situação sugere que os desdobramentos futuros poderão impactar ainda mais a relação entre Caracas e Washington.

