Wagner Moura, renomado ator brasileiro, expressou sua indignação em relação ao ataque das forças armadas dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, no último sábado, 3. Em uma conexão com seu papel no filme ‘O Agente Secreto’, Moura reforçou que sua crítica não se limita ao apoio a Maduro, mas à invasão em si e suas consequências.
O ator, que é um dos favoritos na corrida pelo prêmio de Melhor Ator em Drama no Globo de Ouro, a ser realizado no domingo, 11, destacou a gravidade do precedente que a ação americana estabelece. Ele lembrou das intervenções passadas dos Estados Unidos na América do Sul, que resultaram em apoio a diversas ditaduras, citando a Doutrina Monroe e a política do ‘big stick’. Moura considerou a falta de uma reação forte da comunidade internacional como um fator preocupante nesse cenário.
As declarações de Moura levantam questões sobre a legitimidade das intervenções estrangeiras e o impacto delas na política internacional. Ao conectar sua crítica ao filme, ele provoca um debate sobre a ética das ações militares e a responsabilidade global em relação aos conflitos. O desdobramento deste caso poderá influenciar não apenas a recepção do filme, mas também as discussões sobre a política externa dos EUA e suas consequências na América Latina.

