Wagner Moura, reconhecido ator brasileiro, foi capa da revista Variety e utilizou a oportunidade para criticar Donald Trump, fazendo uma comparação com Jair Bolsonaro, que enfrenta questões legais. Na entrevista, Moura destacou que, ao contrário do Brasil, os Estados Unidos não estão tomando medidas eficazes para combater o autoritarismo crescente, mencionando a rápida resposta do Brasil durante sua insurreição política. Ele afirmou que ambos os líderes refletem as realidades de seus respectivos países, sendo Bolsonaro um produto da sociedade brasileira assim como Trump é dos EUA.
Durante a conversa, Moura também abordou a questão da violência e desresponsabilização nos Estados Unidos, citando o assassinato de uma imigrante por agentes do ICE como um exemplo preocupante. Ele enfatizou que a luta pela democracia e pelos direitos humanos deve ser constante, especialmente em tempos de crise. Para o ator, a percepção externa sobre o Brasil é muitas vezes superficial, ignorando a complexidade social e histórica do país, incluindo questões como a desigualdade e a herança da escravidão.
Moura, indicado ao prêmio de Melhor Ator por seu papel em O Agente Secreto, reafirmou que a situação política atual no Brasil é um reflexo das camadas sociais e culturais da população. Ele deixou claro que é fundamental que os cidadãos reconheçam suas responsabilidades na construção da democracia, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Assim, sua análise não apenas provoca reflexão sobre os líderes, mas também sobre o papel da sociedade em moldar o futuro político.

