Waller do Fed defende corte juros para impulsionar mercado de trabalho

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Durante a reunião de janeiro, Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, se posicionou como dissidente ao votar a favor de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros. Em seu comunicado, Waller destacou que a política monetária atual ainda restringe a atividade econômica, além de enfatizar que o mercado de trabalho permanece fraco, com um aumento na taxa de desemprego observado desde meados do ano anterior.

Waller argumentou que, apesar de um crescimento econômico sólido, os dados sobre empregos são alarmantes. Ele ressaltou que os ganhos de emprego em 2025 foram insatisfatórios e que as revisões dos dados do ano passado devem indicar um crescimento quase nulo no emprego formal. Essa situação, segundo ele, sugere que os empregadores estão hesitantes tanto em demitir quanto em contratar, o que pode levar a demissões planejadas para 2026.

Sobre a inflação, Waller mencionou que, embora elevada devido a tarifas, as expectativas de inflação permanecem ancoradas. Ele defendeu que a taxa básica de juros deveria ser ajustada para se aproximar do nível neutro de 3%, em vez de se manter entre 50 e 75 pontos-base acima desse patamar. A análise de Waller enfatiza a necessidade de estratégias monetárias que promovam um fortalecimento do mercado de trabalho para evitar riscos econômicos futuros.

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