Zema denuncia ‘promiscuidade’ entre STF e Banco Master em crítica contundente

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, qualificou como ‘promiscuidade’ as supostas relações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, que está sob investigação por um esquema de emissão de títulos de crédito podres, estimado em R$ 12 bilhões. A declaração foi feita durante o evento ‘Café com Política’, realizado no dia 13 de janeiro de 2026, onde Zema expressou suas preocupações sobre o aproveitamento de interesses privados por autoridades públicas.

Zema não mencionou nomes específicos, mas fez críticas contundentes a ações de integrantes do alto escalão do governo federal, do Judiciário e do Legislativo, insinuando que estariam facilitando contatos para benefício próprio. O governador apontou decisões e vínculos de ministros do STF, como Alexandre de Moraes, cuja esposa prestou serviços ao Banco Master durante uma crise da instituição, levantando questões sobre possíveis conflitos de interesse. Da mesma forma, Dias Toffoli enfrentou escrutínio por decisões em processos relacionados ao banco, gerando debates sobre transparência e limites da atuação do Judiciário.

As declarações de Zema acentuam um debate mais amplo sobre a ética e a transparência nas instituições brasileiras, especialmente em relação a episódios que poderiam ser considerados escândalos em outros países. O governador enfatizou a necessidade de investigação sobre essas relações e ressaltou que o serviço público deve ser pautado por interesse coletivo, não por vantagens pessoais. A situação continua a evoluir, e novas revelações podem surgir à medida que a investigação avança.

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