A Inteligência Artificial pode ser a próxima bolha financeira?

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

A coluna de 2026 de Larissa Quintino levanta a intrigante questão sobre a possibilidade de a Inteligência Artificial (IA) se tornar a próxima bolha financeira, em meio a um cenário de otimismo exacerbado. O texto analisa como bolhas financeiras surgem a partir da confiança excessiva dos investidores e da crença coletiva em retornos futuros, muitas vezes superiores aos fundamentos reais. Ao longo da história, a relação entre ativos como o ouro e o fenômeno das bolhas revela a complexidade do comportamento humano diante de incertezas econômicas.

O artigo recorre a exemplos históricos, como a mania das tulipas no século XVII, para ilustrar como narrativas poderosas podem distorcer o valor real dos ativos. A análise também menciona que, apesar da especulação, a IA já gera resultados concretos em diversas áreas, como saúde e logística, o que levanta a questão sobre a sustentabilidade dessa valorização. A linha entre uma revolução tecnológica genuína e a formação de uma nova bolha financeira é tênue, tornando necessário um olhar crítico sobre as promessas do setor.

Por fim, a autora sugere que a melhor defesa contra as bolhas não está apenas em prever colapsos, mas sim em manter uma perspectiva realista sobre as promessas do futuro. A capacidade de contar histórias convincentes sobre inovações financeiras é um dos principais motores que impulsionam essas bolhas. Assim, o debate sobre a Inteligência Artificial se insere em uma longa tradição de questionamentos sobre a racionalidade e a irracionalidade dos mercados.

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