A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou à Petrobras que a companhia pode retomar a perfuração de um poço na Bacia da Foz do Amazonas, desde que cumpra novas condições estabelecidas. A atividade foi interrompida no dia 6 de janeiro de 2026, após um vazamento de fluido de perfuração, utilizado para limpar e lubrificar a broca durante a perfuração de poços de petróleo e gás.
Organizações indígenas e ambientalistas expressaram preocupações sobre o vazamento, embora a Petrobras tenha assegurado que o fluido utilizado está dentro dos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável. Para reiniciar as atividades, a ANP exige a substituição de selos das juntas do riser de perfuração e a apresentação de evidências da adequação dessa instalação em um prazo de cinco dias. Além disso, a empresa deve revisar seu Plano de Manutenção Preventiva, reduzindo o intervalo de coleta de dados de vibração submarina nos primeiros 60 dias.
A ANP também realiza uma auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde o início de fevereiro. A Petrobras, que se comprometeu a adotar todas as medidas de controle, ainda não se manifestou sobre a nova decisão da ANP. O cumprimento dessas exigências será crucial para garantir a segurança e a conformidade ambiental das operações na região.

