Na quinta-feira (5), o Exército dos Estados Unidos anunciou a morte de dois supostos narcotraficantes em um ataque a uma embarcação no Pacífico Leste. Este incidente eleva o total de mortos na campanha americana contra o tráfico de drogas para pelo menos 128 desde setembro do ano passado. A operação foi justificada pela inteligência militar, que afirmou que a embarcação estava em rotas conhecidas de narcotráfico.
Desde o início da campanha, o governo dos EUA tem realizado ataques frequentes contra embarcações suspeitas de estarem envolvidas no contrabando de drogas, especialmente oriundas da Venezuela. No entanto, não foram apresentadas evidências concretas que ligassem as embarcações a atividades ilícitas, gerando um intenso debate sobre a legalidade dessas operações. As ações se expandiram do Caribe ao Pacífico, levantando questões sobre a estratégia militar adotada.
Além disso, um processo judicial recente contra o governo dos Estados Unidos, movido por familiares de vítimas de um ataque em Trinidad e Tobago, destaca a controvérsia em torno das operações militares na região. Este é o primeiro caso do tipo apresentado contra a administração anterior e pode ter implicações significativas para futuras ações relacionadas ao combate ao narcotráfico. A discussão sobre a eficácia e a legalidade das operações deve continuar a atrair atenção política e pública.

